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As bands fitness realmente funcionam como monitores de calorias?


Adoro as bands. Na verdade tenho e testo várias. É claro que nenhuma é TOTALMENTE precisa, mas dá para ter uma noção se está colecionando ou desapegando das calorias.

Vejo as bands fitness e monitores de calorias como uma motivação a mais! É extremamente gratificante olhar para o seu monitor e ver aquele numerinho subir cada vez mais. Dá um gás e fica mais fácil de colocarmos metas e atingirmos o objetivo.

Mas é necessário avaliarmos se os valores são fidedignos ou não para melhorar ainda mais os resultados.

As bands e monitores são números muito subjetivos, diferente de um ambiente controlado de laboratório, em que realizamos eletrocardiograma de esforço e repouso, testes de gasto calórico e ergoespirometria. Enfim, há muitos parâmetros a serem avaliados para chegarmos a um número preciso.

Nestes equipamentos que aparecem as calorias perdidas, eles recorrem a medidas mais simples para “prever” quantas calorias foram eliminadas. Exemplo: em um transport utiliza como fatores o número de rotações, tempo, intensidade, peso, estatura e até os batimentos cardíacos, mas, este último, não é um número tão fiel, pois você acaba tirando as mãos do guidão por várias vezes ou mesmo, em alguns momentos, a sua frequência não é exata. Algumas bands fitness utilizam o número de passos ou a frequência cardíaca e fatores como idade, peso e gênero. Enfim, são várias variáveis (peso, idade, gênero, composição corporal, intensidade do exercício etc) e, no geral, não podemos excluir nenhuma, por este motivo, não conseguimos ter um valor 100% preciso.

O que acontece é que quando a pessoa compra uma Band Fitness ela já faz um investimento alto, assumindo que elas realmente funcionam.

Um estudo de 2014, realizado pelo American College of Sports Medicine, analisa a precisão e eficácia de monitores comercializados baseados no nível de atividade física e gasto energético.

Foram avaliados sessenta voluntários (trinta homens e trinta mulheres) com idade de 20 a 30 anos que usavam 8 tipos de monitores fitness em um protocolo de 13 atividades físicas diferentes com duração de 69 minutos. Os monitores testados foram:

  • BodyMedia Fit.
  • Zip Fitbit.
  • Fitbit Onde.
  • Jawbone Up.
  • Actigraph.
  • DirectLife.
  • Nike Fuel Band.
  • Banda Base.

A análise foi realizada simultaneamente com o gasto energético (sistema portátil metabólico | Oxycon Móvel). As diferenças de medidas foram expressas com classificação de erro e  utilizando 95% de testes de equivalência. Resultados:

  • BodyMedia Fit | Melhor performance, com uma classificação de erro de 9,3%.
  • Zip Fitbit | Com uma classificação de erro de 10,1%.
  • FitBit One | Com uma classificação de erro de 10,4%.
  • Jawbone Up | Com uma classificação de erro de 12,2%.
  • Actigraph | Com uma classificação de erro de 12,6%.
  • DirectLife | Com uma classificação de erro de 12,8%.
  • Nike Fuel Band | Com uma classificação de erro de 13%.
  • Banda Base | Com uma classificação de erro de 23,5%.

Os dispositivos foram observados durante um longo período de acompanhamento, em vez de avaliar as atividades individuais, para melhor refletir como eles iriam realizar em condições do mundo real. Os monitores, independentemente de precisão, não pode garantir resultados a alcançar metas de fitness, pois o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. O ponto que muita gente perder é que eles acham que estes dispositivos podem resolver os seus problemas de atividade e torná-los ativos por conta própria.

A MELHOR APOSTA

Dentre os monitores testados, o BodyMedia Fit é o que apresenta resultados mais promissores. Monitores portáteis que medem diretamente a frequência cardíaca e outros dados são a melhor escolha (exemplo o Polar e até o novo Apple Watch).

Para quem tem o objetivo de perder peso, os monitores são sim uma boa escolha, mas não pode ser utilizado como única estratégia. A freqüência cardíaca e intensidade do exercício pode ser igualmente eficaz para medir um bom treino. Em vez de depender de números, o foco em mudanças de estilo de vida que irá, naturalmente, queimar mais calorias, além de uma supervisão e orientação de uma Educador Físico e Nutricionista.

Qual a sua aposta?

Referência:

  1. American College of Sports Medicine.

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