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O Glúten: tudo o que você precisa saber para entender nossa nova categoria


Vocês já devem ter lido nos rótulos dos alimentos as expressões “contém glúten” ou “não contém glúten”, não é?

Mas vocês sabem por que ela é necessária?

Por causa da Doença Celíaca. A DC, como é chamada, é uma doença genética, autoimune grave, que se manisfesta por uma intolerância total aos alimentos que contém glúten. As pessoas com DC apresentam danos aos vilos intestinais, que não digerem essa proteína. Cerca de 1% da população Mundial possui a doença celíaca, mas esse número pode ser ainda maior, se contarmos as pessoas que não possuem marcadores positivos para a DC, mas são sensíveis ao glúten, ou seja, não possuem danos aos vilos intestinais, mas apresentam outros sintomas que são decorrentes da ingestão do glúten.

Os sintomas são: diarréias, flatulência ou prisão de ventre, náusea, vômitos, dor de estômago, inchaço, distensão abdominal, fadiga, dor de cabeça, aftas, alopécia, erupção cutânea e perda de peso sem motivo aparente.

E o único tratamento para essa doença sem cura é através de uma Dieta Sem Glúten.

O que é o Glúten?

Glúten é uma proteína encontrada em alguns cereais, não em todos.

O termo Glúten é oriundo da palavra glutenina, uma proteína do Trigo, no entanto, a parte do glúten prejudicial aos intolerantes, é a gliadina ou prolamina que é a proteína predominante do trigo e representa cerca de 65% do grão. Outros grãos também contém glúten como a Cevada, o Malte e o Centeio. A Aveia naturalmente não contém glúten, sua principal proteína é a avenina, que pode também apresentar para algumas pessoas, problemas na sua digestão, mas ela não contém glúten. Existem algumas marcas de aveias que informam em sua embalagem a presença do glúten, por causa do plantio junto ao trigo, ou uso de mesmo maquinário para processo de moagem e embalagem.

O Glúten do trigo é um dos principais componentes da culinária ocidental, principalmente, por causa da sua imcomparável capacidade de conferir às massas textura, consistência e elasticidade sem igual. Os gases produzidos durante a fermentação ficam presos à massa por causa do glúten, permitindo que a massa cresça e fique aerada.

Contém Glúten

  • Grãos e Farinhas: Trigo, Cevada e Centeio e todos os produtos feitos com esses cereais ou manipulados no mesmo maquinário.
  • Molhos: molhos e temperos prontos, caldos em tabletes. Molho branco.
  • Bebidas: cerveja, uísque, vodca.

Não Contém Glúten

  • Grãos: arroz, milho, milhete, quinoa, sorgo, trigo sarraceno (que apesar de ter no nome trigo, é da família do ruibarbo).
  • Leguminosas: feijão, soja, lenPlha, grão-de-bico, fava, ervilha, tremoço e etc.
  • Oleaginosas: amendoins, castanhas, avelãs, macadâmias, nozes, baru.
  • Féculas: batatas, mandioca e inhame.
  • Sementes: amaranto, girassol, painço, chia, linhaça, gergelim, etc.

Agora que vocês já conheceram um pouquinho sobre o glúten, vamos entender por que esse tipo especial de alimentação tem se tornado a queridinha por quem busca uma alimentação mais saudável. Isso acontece, porque a grande maioria dos alimentos com glúten, são alimentos processados e industrializados. Quando a pessoa resolve restringir ou diminuir a ingestão do glúten da dieta, ela vai naturalmente, introduzir novos ingredientes em sua rotina alimentar e também se arriscar a preparar seus próprios alimentos, diminuindo ou interrompendo a ingestão desses alimentos processados, o que vai levar a uma perda de peso em alguns casos, e em outros, apenas a sensação de bem estar, por adotar uma dieta mais balanceada.