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O exercício pode ou não retardar o processo de envelhecimento?


Muitas pessoas me questionam sobre os efeitos do exercício sobre a pele. Saiba você que, com eles, podemos colher frutos muitos positivos à saúde da nossa pele.

Com a prática de atividade física:

– Há um aumento da atividade antioxidante. Portando, quando praticados de maneira adequada, os exercícios físicos aumentam a atividade de enzimas bloqueadores de radicais livres (grupo de substâncias que promovem o envelhecimento), diminuindo seus efeitos sobre o nosso corpo.

– Ocorre a produção de substâncias anti-envelhecimento. Aumento da produção de hormônio do crescimento (GH) e de L-glutamina, substâncias que possuem ação contra o envelhecimento, particularmente na musculação.

– Os exercícios aumentam a produção de endorfinas, que melhoram o humor e, além disso, ajudam a neutralizar parte dos radicais livres.

– Como todas as células do corpo, as células da pele utilizam oxigênio. Os exercícios físicos, particularmente os aeróbios, facilitam a utilização deste, ajudando a nutrição da pele.

Daí você me questiona: “correr não envelhece?”

Na minha experiência profissional já ouvi de tudo, mas o que se ouve muito das mulheres é: “Não quero correr! Você nunca viu o rosto daquela mulher que corre? Parece de velha!”. Bom, a exposição ao sol (como corridas ao ar livre), sem proteção devida, mesmo em dias de frio, podem prejudicar a pele. Mas se você nota que, mesmo protegendo a pele com bonés, protetores solares, etc, sua pele está envelhecendo…

Vamos elucidar algumas dúvidas. A corrida leve e moderada não é capaz de causar o envelhecimento precoce, já a intensa (como os treinamentos de maratona) podem deixá-lo com uma aparência mais envelhecida. Por que? Quando praticamos atividades físicas intensa, formamos os chamados RADICAIS LIVRES, que são as espécies reativas de oxigênio. Com o exercício MODERADO, ocorre a formação de enzimas e substâncias antioxidantes capazes de neutralizar os efeitos dos radicais livres, como as vitaminas A, E e C, glutationa, ubiquinona e flavonóides. Em situações extremas, como exercícios extenuantes (intensos), ocorre uma redução da atividade antioxidante, podendo levar, dentre tantos efeitos colaterais (exemplo, fadiga precoce), ao envelhecimento precoce quando praticado frequentemente.

Estudos mostram que a reposição com vitaminas A, C e E, podem ter resultados promissores no que diz respeito a prevenção da aparência mais velha em adeptos de exercícios intensos, sendo a ingestão pelos alimentos funcionais a melhor fonte!

Veja alguns alimentos que podem encontrar as vitaminas:

Vitamina A: em frutas e verduras como mamão, pêssego, abacate, manga, espinafre, brócolis e cenoura.

Vitamina C: entrada na laranja, agrião, abacaxi, pimentão.

Vitamina E: óleos vegetais, nozes, grãos inteiros, sementes e folhas verdes.

Os polivitamínicos são indicados, porém, não é qualquer um. Com orientação médica ou nutricional, você consegue saber quais são as necessidades vitamínicas diárias e, a partir disto, o profissional manipulará um polivitamínico personalizado.

Para os exercícios, a prévia avaliação médica e instrução de um educador físico é uma ótima opção para qualquer hora! Opte por exercícios leves e moderados, pois são os que trazem mais benefícios para a saúde dos amantes de atividades físicas.


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