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Levante já desse sofá: estudo mostra que todos somos preguiçosos…


Eu, você, todos somos FISIOLOGICAMENTE preguiçosos. Estudos mostram que, quando realizamos qualquer esforço físico, o nosso organismo trabalha tentando utilizar o mínimo de esforço para algum movimento. Exemplo: quando nós caminhamos ou corremos, nosso corpo tendem a escolher uma “cadência especial”, ou seja, uma combinação de comprimento do passo e freqüência passo, que nos permite mover-se em qualquer velocidade com o menor esforço fisiológico possível.

Estudos recentes envolvendo corredores e pessoas que caminham sugerem que, embora a “preguiça fisiológica” seja muito evidente, ela pode ser controlada com algum esforço consciente, isto pode ser com a playlist do seu celular!

O primeiro e mais revelador dos estudos, realizado na Universidade de British Columbia, recrutou voluntários adultos colocando-os para andar em uma esteira em uma intensidade leve. Usando a tecnologia de captura de movimento, os cientistas determinaram quantos passos cada pessoa estava dando por minuto nesta intensidade.

O ritmo de uma pessoa depende, naturalmente, do comprimento do passo e a frequência deste passo.

Depois de estabelecer frequência de passo de cada voluntário, os cientistas aceleravam ou retardavam a velocidade da esteira. Concomitantemente, os pesquisadores mediam a rapidez com as pernas das pessoas respondiam a estes movimentos.

O corpo, incoscientemente, quer que esforço fácil. Quando você aumentar ou diminuir a velocidade da sua caminhada ou corrida, várias alterações fisiológicas ocorrem, por exemplo, a quantidade de oxigênio no sangue aumenta ou diminui, porque seus músculos começam a exigir mais ou menos do exercício. Outras alterações bioquímicas também ocorrem nas células musculares. Assim, percebendo essas mudanças, o corpo “nota” que, a esta nova velocidade, a seu esforço (cadência) não é o ideal e você está tomando medidas muito pequenas ou usando o mínimo possível de energia. Por isto, consequentemente, seu corpo joga a preguiça para o lado e ajusta o esforço.

Segundo o pesquisador, esse processo demora um pouco para acontecer. Pelo menos cinco segundos ou menos para modificar os níveis de oxigênio e seu corpo reconhecer a alteração.

No entanto, os voluntários que caminhavam no estudo, ajustaram a freqüência passo dentro de menos de dois segundos após a mudança de velocidade na esteira.

O mesmo processo ocorreu quando os pesquisadores repetiram o experimento com os corredores. Quando a velocidade da esteira mudava, a freqüência de passo dos corredores alterava quase de imediato.

Estes ajustes instantâneos, sugerem que nosso cérebro deve conter uma enorme “biblioteca” de intensidades e ritmos pré-definidas, sendo “fisiologicamente eficientes” para cadência de passo, velocidade e qualquer condição imposta. Aprendemos e lembramos o que o esforço nos permite usando o mínimo de energia para tal essa velocidade e, quando chegar nesta velocidade, seu corpo imediatamente altera o padrão para que o ritmo seja mais eficiente.

Assim, sugerem também que o cérebro reconhece o movimento envolvendo mensagens dos olhos, pés, orelhas, sistema nervoso, pele e outros sistemas do corpo.

Curiosamente, parece ser muito difícil enganar o seu cérebro. Para provar que o nosso cérebro é muito esperto, os pesquisadores colocaram uma cortina de chuveiro em volta da área onde ficava a esteira, projetando um cenário de realidade virtual de um corredor para ele. Sabe o que acontece? As pessoas sentem-se manipuladas pela velocidade que este corredor virtual está realizando, adaptando a freqüência de passos rapidamente. Porém, eles não se acomodam a sua intensidade anterior.

Entretanto, as pistas visuais e o corredor virtual não suficiente para afetar a estimulação por muito tempo.

Por isto, descobriram que uma batida forte de música é super eficaz para o estímulo corporal. Equipando os voluntários de corridas e caminhadas com um fone de ouvido sintonizado a um podômetro, descobriram que podiam aumentar ou diminuir a frequência de passos dos praticantes dependendo da preferência musical e da batida da música.

Em termos práticos, este achado sugere que a música pode ser uma das melhores maneiras de afetar o ritmo de sua corrida ou caminhada, especialmente se você está tentando manter um ritmo no qual não está familiarizado. Para isto, carregue seu iPod com músicas empolgantes!

Fonte: NYTimes


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