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Exercício de força X exercício de resistência: como diferenciar?


Escutamos diariamente sobre a necessidade de fazer atividades físicas, mas o que e por que fazê-las? Quais melhores exercícios a serem realizados? Qual a frequência que devo fazer?
Nosso organismo possui dois tipos de fibras musculares, as de força e as de resistência. Quando orientamos as atividades físicas podemos estabelecer objetivos distintos como treinamento e condicionamento físico ou prevenção e tratamento de doenças. Para tal é necessária uma avaliação com profissionais especializados, capazes de traças as metas, condutas e planos terapêuticos específicos.

Para obtermos uma resposta fisiológica, ou seja, que o organismo entenda que o que estamos fazendo é realmente um exercício e não um movimento habitual, é necessário que seja realizado uma solicitação maior do que a normal, pela qual será controlada pela intensidade, duração e frequência do exercício. Devemos lembrar sempre que cada individuo é único e por isso, cada um responderá diferentemente do outro frente a um mesmo exercício, as respostas são especificas para cada ser.

Frente a isso, podemos generalizar e simplificar a definição dos exercícios para força e resistência com uma simples “equação”:

  • Para treinamento de força, ganho de massa muscular (hipertrofia) fazemos exercícios com mais carga (peso) e menos series e repetições.
  • Já para o treinamento de resistência, condicionamento físico fazemos exercícios com menos carga (peso) e mais series e repetições.

Assim, em uma comparação simples, um atleta que necessite de mais “explosão” e respostas musculares mais rápidas, deverá focar o treino nas fibras de força, como exemplo os corredores de distancias curtas (o corredor Jamaicano Usain Bolt). Já os corredores de longas distâncias, deverão focar nas fibras de resistência (o Etíope Dawit Admasu, vencedor da São Silvestre em 2014).
Isso não exclui o treinamento de força para os de longos percursos e de resistência para o de distancias curtas, obviamente o treinamento é balanceado, focando a funcionalidade do atleta.

Vale lembrar que a realização de pelo menos 30 minutos de exercícios físicos, no mínimo três dias da semana, tem sido uma grande proposta para a manutenção da saúde e prevenção de doenças crônicas. Entretanto, para que os benefícios sejam percebidos, a pratica das atividades devem ser regulares e os exercícios prescritos sob orientação de profissional qualificado, abordando as capacidades e histórico do indivíduo.

Afinal, quais os benefícios?

Tanto os exercícios de fortalecimento quanto os aeróbicos promovem a redução dos fatores de risco de síndromes metabólicas e distúrbios cardiovasculares, controlam a resistência à insulina, a intolerância à glicose e a obesidade; após certa idade, podemos perceber diminuição da força e massa muscular, as quais estão associadas a uma série de disfunções, incluindo disfunções metabólicas, assim, a realização de exercícios pode prevenir|retardar este quadro.


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