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Canela, chá verde, cacau e outros alimentos controlam a taxa de açúcar no sangue

Cup of tea with lemon and spices, served with tea strainer isolated over white. See series

Pensando em todo o processo de #30DiaSemAçúcar e as patologias associadas ao excesso de açúcar, o foco desse post é diabetes, elaborei algumas dicas de alimentos que auxiliam no controle das taxas de açúcar no sangue:

– Canela: o consumo de 1 a 6 gramas de canela por dia podem reduzir os níveis de açúcar no sangue em até 29%. A canela é uma ótima opção para ser salpicada em frutas, saladas de frutas, iogurtes e preparações culinárias, por exemplo.

– Chá verde: as substâncias do chá verde, em especial a epigalatocatequina galato, possuem a propriedade de regular os níveis de glicose e proteger as células pancreáticas, que são as responsáveis pela produção de insulina. Os benefícios pelo consumo do chá verde podem ser adquiridos pelo consumo de 4 a 6 xícaras de chá verde ao dia.

– Cereais integrais: contribuem para melhorar o funcionamento da insulina, favorecendo aumento da captação de glicose pelas células. A camada externa do grão é rica em nutrientes , como magnésio e zinco, que auxiliam no controle do diabetes. As fibras presentes nos grãos integrais ainda contribuem para menor absorção de glicose no intestino.

– Cacau: os flavonóides presentes no cacau possuem efeitos benéficos no controle das taxas de açúcar no sangue, promovendo melhora no funcionamento da insulina. Neste caso, sugere-se o consumo do cacau em pó, SEM acréscimo de açúcar.

– Yacon: é rica em compostos denominados frutooligossacarideos (FOS), que possuem propriedades ótimas semelhantes às fibras e ação prebiótica sobre as bactérias intestinais. O consumo de extrato aquoso das folhas de yacon e o chá da raiz podem promover redução da glicemia. Além disso, a batata yacon possui baixo índice glicêmico, o que é uma ótima opção para substituir os carboidratos de elevado índice glicêmico, como pão, macarrão e batata inglesa, por exemplo.

– Linhaça: o consumo de 2 colheres de sopa de linhaça moída ao dia pode reduzir as concentrações de insulina no sangue. A linhaça pode ser usada em combinação com vários alimentos e preparações, como saladas, no arroz, feijão, em sopas, sucos, iogurtes, frutas e saladas de frutas. A inclusão de linhaça moída em produtos de panificação também podem promover benefícios na redução da resistência insulínica (pré-diabetes), desde que seja consumida cerca de 40 gramas da linhaça. As gorduras insaturadas presentes na linhaça também contribuem para reduzir as complicações do diabetes.

– Frutas cítricas: as frutas cítricas, principalmente laranja e tangerina, possuem compostos fenólicos que atuam aumentando a ação da insulina e reduzindo estados de hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue). Além disso, estes compostos reduzem as substâncias inflamatórias no organismo que prejudicam o controle das taxas de glicose pelo organismo.

– Oleaginosas: o consumo de nozes e castanhas pode reduzir os riscos de desenvolvimento do diabetes tipo 2, independente de outros fatores. Esses benefícios são provenientes de sua composição nutricional rica em gorduras mono e poliinsaturadas, vitaminas com ação antioxidantes, por apresentarem baixo índice glicêmico e compostos bioativos.

– Feno-grego: atua como uma fibra solúvel. Tem a capacidade de reduzir a absorção de glicose pelo intestino e melhorar a sensibilidade da insulina. Pode ser adquirido em lojas de produtos naturais e em feiras. As sementes do feno-grego podem ser utilizadas moídas e diluídas em bebidas ou por meio de infusão, chás e cápsulas. Cerca de 1 grama do extrato da semente da semente de feno-grego demonstraram efeitos positivos em pacientes com diabetes tipo 2, reduzindo os níveis de glicose e insulina no sangue. Para fazer o chá, utilize cerca de 250 mL de água para 1 colher de sobremesa de feno-grego.

Curiosidades:

Você sabe qual é a diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2?

– Diabetes do tipo 1 é caracterizada pela falência na produção de insulina pelo pâncreas. A insulina é o principal hormônio responsável pela redução nas taxas de açúcar no sangue.

– Diabetes tipo 2 é caracterizado por uma alteração no funcionamento da insulina no organismo, o que acarreta em falha da captação de açúcar pelas células, aumentando a sua concentração no sangue.

– A resistência insulina ou pré-diabetes é um estado que antecede o diabetes tipo 2, e é caracterizado por esta falha na ação da insulina, com consequente ao aumento na concentração deste hormônio para compensar sua ação.

Estado de alerta

Quando as concentrações de açúcar no sangue estiveram acima de 100 e abaixo de 126 em jejum, é o momento de alerta e atenção com seus hábitos alimentares e estilo de vida, para que o quadro não evolua para o diabetes. Investigar a quantidade de insulina no sangue também é muito importante para poder verificar o estado de resistência insulínica. Por isso, sugira ao seu clínico esta avaliação.

Prevalência de diabetes do Brasil

Estimativas do Ministério da Saúde sugerem que a cada 2 pessoas, 1 não sabe que tem a doença. A tendência de diabetes está crescendo no Brasil e atinge cerca de 4,6 milhões de pessoas.

Porque se preocupar com o diabetes?

Se o diabetes não for tratado adequadamente ao longo do tempo podem ocorrer complicações na saúde, como problemas na visão, problemas nos rins, amputação de membros, infarto e AVC, sendo que estes dois últimos podem levar à morte.

Como prevenir?

A prevenção primária do diabetes inclui um estilo de vida regrado, com uma alimentação saudável, prática regular de exercícios físicos e mantendo o peso adequado. Em seguida, o diagnóstico precoce e o controle do diabetes são etapas fundamentais para favorecer a qualidade de vida e a sobrevida de pessoas já diagnosticadas com diabetes. Portanto, cuide-se e realize exames periódicos.

Referências:

Costa NMB e Rosa COB. Alimentos funcionais: componentes bioativos e efeitos fisiológicos. Rio de Janeiro, 2011.
Ministério da Saúde. Plano de reorganização da atenção à Hipertensão arterial e ao diabetes mellitus.

Naves A. Modulação hormonal. São Paulo, 2010.

SchmidtI MI et al. Prevalência de diabetes e hipertensão no Brasil baseada em inquérito de morbidade auto-referida, Brasil, 2006. Rev Saúde Pública 2009;43(Supl 2):74-82.


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