Acessar App StoreAcessar Google Play

Calorias nos rótulos: você pode estar sendo enganado


O controle de calorias faz parte de um planejamento alimentar. Na soma do quanto ingeriu, você leva em consideração o rótulo do alimento contando, caloria por caloria, o total daquele número que somará na sua dieta.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) exige rotulagem nutricional obrigatória de alimentos e bebidas embaladas. O descumprimento desta resolução constitui infração sanitária.

Esta é uma forma do país controlar doenças relacionadas ao consumo excessivo de alimentos, como as doenças metabólicas.

Redes de fast foods são obrigadas, por lei, a colocar o quanto de calorias têm cada alimento. Além do mais, estabelecimentos do setor alimentício, no Paraná, já obrigam até os restaurantes a colocar nos cardápios quantas calorias tem cada refeição.

PORÉM, a falta de fiscalização, não só no Brasil como nos Estados Unidos, permite que estas calorias não sejam tão precisas quanto pensa.

Nós dependemos da honra e honestidade dos vendedores de alimentos, que podem listar qualque número, qualquer calorias, até que alguém perceba o erro e faça uma reclamação.

Podem estar te enganando…

É muito triste. Ser enganado é sentir-se impotente ao sistema. A um sistema rodeado de “cartéis” que rotulam uma mentira em seus alimentos. O que torna este sistema ainda mais covarde é ENGANAR um sujeito OBESO que luta contra a BALANÇA e AUTO-ESTIMA, que luta contra processos DEPRESSIVOS e DOENÇAS VINCULADAS A OBESIDADE, podendo ser FATAIS.

Você pode falar que uma pessoa acima do peso come em excesso por que quer, mas quero que saiba que a determinação e motivação é MUITO difícil atingir, principalmente quando falamos em obesos e pessoas com pouca estrutura psicológica para tê-la. Agora, omitir? Mentir quantidades? Que feio…

Felizmente, não são todos que fazem isto, mas, os que fazem, espero que, um dia, tenha consciência de tudo isto.

Desabafei!

Bom, pensando nisto, o cineasta americano Casey Neistat fez um documentário chamado “Calorie Detective” (“detetive de calorias”) sobre a listagem de calorias em cadeias de fast food e produtos embalados.

Você em um restaurante ou comprando um alimento pensa confiar naquele fornecedor, porém…

Leia a pesquisa descrita no site Hypescience:

“O autor selecionou cinco itens que consumiria em um dia: um muffin, um sanduíche de tofu, um sanduíche da rede Subway, um frappuccino da rede Starbucks e um burrito da rede Chipotle.

Em seguida, dois cientistas de alimentos do Centro de Pesquisa e Nutrição para Obesidade de Nova York (EUA) no Centro Hospitalar St. Luke’s-Roosevelt cuidadosamente testaram o conteúdo calórico de cada item, usando um dispositivo chamado de calorímetro. Foi um processo lento, mas preciso.

Resultado: quatro dos cinco itens testados tinham mais calorias do que os seus rótulos relatavam. Se alguém dependesse dessa contagem, ingeriria, sem saber, cerca de 550 calorias extras todos os dias, ganhando até 226 gramas em uma semana.

Neistat contatou as empresas fabricantes dos itens para tentar obter explicações sobre as diferenças encontradas. A empresa Morrisons Pastry, que faz os muffins vendidos em variados locais em Nova York, disse que não tinha comentários. Segundo eles, um muffin deve ter 640 calorias, mas os cientistas descobriram que tem na verdade 734.

Um funcionário da empresa do sanduíche de tofu, cujo produto tinha quase o dobro do número de calorias que constava no rótulo (em vez de 228, tinha na verdade 548, o mesmo de um Big Mac do McDonald’s), disse que não tinha certeza de como a companhia havia chegado àqueles dados, e que iria revê-los. Se encontrasse resultados semelhantes aos de Neistat, alteraria as informações em seus rótulos.

Tanto a Starbucks quanto a Chipotle explicaram que, uma vez que seus produtos são feitos à mão em suas lojas, muitas vezes há pequenas variações de calorias. Nenhuma delas mede calorias em laboratório, como Neistat fez. Em vez disso, as empresas somam as calorias de cada ingrediente. Os cientistas explicam que esse processo pode ser especialmente impreciso, já que os valores de calorias de cada ingrediente estão muitas vezes desatualizados. No caso, o Frappuccino deveria ter 370, mas tinha 392 calorias, e o burrito, em vez 1.175, tinha 1.295.

Por fim, o Subway afirmou que realiza em laboratórios próprios e “independentes” estudos para fundamentar a sua informação de calorias. Um porta-voz da empresa destacou enfaticamente que a precisão dos dados nutricionais é importante para eles. Deve ser verdade, já que o sanduíche testado tinha menos calorias do que as listadas: 350, versus a informação do rótulo de 360 (vale notar que consumidores já processaram a rede por vender sanduíches menores do que o anunciado).

Neistat conclui que, por testar apenas cinco itens, sua pesquisa é pouco conclusiva. ‘Fiquei com mais perguntas do que respostas. Portanto, seria injusto tirar conclusões mais amplas sobre a indústria de alimentos ou apontar o dedo para empresas específicas’, explicou.

Mas ele acredita que uma coisa pode ser dita com certeza: o sistema atual de regulação de calorias é totalmente inadequado e falho. ‘Com toda a atenção voltada para o que o nosso governo pode fazer para conter a epidemia de obesidade, por que não começar pelo policiamento dos dados nutricionais?’, questiona.”

Triste. Ainda mais nós que lutamos para tentar ajudar o leitor com opiniões, incentivos, sugestões de alimentos. Como vocês, sinto-me totalmente lesada.

Assista o vídeo:

Fonte: Hypescience

 


//Artigos relacionados