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Alimentos Industrializados: é prático, mas você deve ficar atento!


Trocamos macarrão tradicional por macarrão instantâneo, comemos nuggets ao invés de frangos, enlatados no lugar de comidas tradicionais, refrigerantes trocamos por sucos… E, nossas crianças, ficam junto desta “industrialização” toda; ingerindo alto teor calórico, um consumo reduzido de frutas e hortaliças e, muitas vezes, associado a um baixo nível de atividade física. Tudo isto por praticidade e facilidade.

Não querendo ser careta e muito menos redundante! Se nós temos vontades, imaginem esta criançada. MAS, isto é para refletirmos quando pensamos no prático.

Um estudo recente da Universidade Federal de São Paulo, realizado pela nutricionista Fernanda Marrocos, que avalia o consumo de alimentos industrializados em crianças de 10 anos mostra:

“A Pesquisa de Orçamento Familiar, realizada há três décadas com a finalidade de avaliar os itens alimentares adquiridos pelas famílias em 11 regiões metropolitanas brasileiras, mostrou que a compra de alimentos in natura como frutas, legumes e verduras vêm sendo substituída por alimentos industrializados prontos para serem consumidos. Os fatores que facilitaram a venda desses alimentos e o aumento de seu consumo pela população foram: o trabalho da mulher fora de casa, maior praticidade e rapidez de preparo, durabilidade e boa aceitação dos produtos, contribuindo cada vez mais para a introdução e manutenção de alimentos industrializados nos hábitos da família e das crianças.

Um estudo que comparou uma refeição hipotética preparada apenas com alimentos industrializados com outra preparada com alimentos in natura ou que passaram por menor grau de processamento industrial verificou que a refeição industrializada apresentava mais açúcar de adição, gordura saturada, sódio, menor quantidade de fibras e muito mais energia.

É importante destacar que o aumento do consumo de alimentos processados está associado ao risco de incidência de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. Por esse motivo, é importante que os pais fiquem atentos aos alimentos que oferecem aos seus filhos.

No entanto, adequar a alimentação da criança à dos pais não significa dar a elas todos os alimentos que os adultos estão ingerindo em casa. Evitar refrigerantes e substituí-los por suco natural é recomendado. Não servir doces entre as refeições e introduzir uma grande variedade de verduras e legumes em suas refeições são chaves da ‘boa alimentação’, hábito que, uma vez adquirido, segue com o indivíduo por toda a sua vida.”

A facilidade nos acomoda, isto é fato! Porém, vamos pensar e tentar mudar alguns pequenos hábitos dentro casa. Aos poucos, conseguiremos dar para nós e para nossos filhos hábitos melhores, garantindo um futuro mais saudável.

 


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